sábado, 21 de fevereiro de 2015

50 tons de Cinza

O livro 50 tons de cinza - o best sellers, lançado em 2011 gerou um revolução na internet, a mulherada ficou louca, tornou-se em pouco tempo o assunto mais comentado no Brasil, todo mundo tinha uma opinião, muitas contraditórias, muitos amaram o livro e outra boa parte o detestou - como eu.  Depois que a poeira baixou, o assunto morreu, esse começo do ano de 2015 foi marcado pela exibição do tão esperado filme, que para muitos seria como a própria transgressão (a putaria) na terra, no bom sentido. Ainda não assisti o filme, mas li o livro, então vamos criticar, porque faz bem.
A minha experiência quanto ao conteúdo do livro não foi dos melhores, sendo muito sincera, sei que muitos vão dizer que foi lindo, foi perfeito, blá blá blá. Na minha opinião, que não vale nada, foi o pior livro que já li, vamos por parte: 
1) Estrutura, linguagem, vocabulário - 0,0
2) Construção de Diálogos ricos e vibrantes - 0,0
3)  Conteúdo Reflexivo - 0,0
Eu não aceito gostar de um livro com tantas palavras chulas, gente escrever um livro não é fácil e não estou pedindo um livro nos padrões clássicos, estou falando do básico. O vocabulário do Sr. Grey é tão pobre quanto o da Anastasia, para quem não sabem são personagens cultos. E o que esperar dos diálogos? Primeiro que o livro é praticamente o monologo na cabeça na Anatasia, onde a sua mente cria uma ninfeta louca por sexo, que não ver problema nenhum numa relação sadomasoquista, seu desejo reprimido de ser masoquista é aos poucos manifestado durante o livro. O que há de errado? Anastasia é uma virgem de 21 anos que nunca chegou perto de uma relação sexual e que, ainda por cima, apresenta comportamentos e ideações românticas com o Sr. Grey.
Para quem tem um mínimo de conhecimento é claro que essa relação é doentia, mas o que acontece? Ela cura ele com amor. OUUUUUUUUUUN!!! Sério????? Siiiim!!
Eu não sei quando a autora resolveu jogar pó de pirlimpimpim nessa história louca que ela criou e resolveu transformá-la em um conto de fadas, onde um mulher é capaz de mudar a personalidade de um homem se ela o amar e tiver paciência, não era o que diziam as avós? Não mais. Para acabar com a fantasia da maioria, o sadomasoquismo está classificado como doença no CID-10, se a atividade é a fonte de estimulação mais importante do casal ou é necessária para a satisfação sexual, 'afinal ele não faz amor, ele fode com Força', sim meninas, uma doença que causa agressões, traumas e morte. E acredite não cura com amor!
Por fim, o livro me remete a uma reflexão sobre o comportamento feminino que acaba reforçando e mascarando o machismo instalado socialmente, se o cara é rico, poderoso e bonito, vale a pena se submeter a tudo para sentir-se bem, pois ficar nesse lugar de 'escolhida' eleva a tão massacrada autoestima feminina, o livro da na cara da sociedade atual que diz que não somos mais as mulheres inseguras e incapazes, será esse o sentimento que ainda vivemos? Bem não sou eu quem pode afirmar, mas é algo a se pensar. 

Um comentário:

  1. Esse livro fodeu com força a minha paciência... nem cheguei na metade.

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